Iniciamos nossa pesquisa artística e literária pela cidade de São Vicente, pela sua importância na historia brasileira, pois foi a primeira região oficialmente reconhecida, povoada pelos portugueses em nosso país. Sua fundação é comemorada em 22 de janeiro de 1532 e foi por 177 anos a Capital do Estado de São Paulo. Martim Afonso de Souza foi o primeiro donatário da capitania de São Vicente. Ao retornar para Portugal deixou seus homens de confiança para comandar e organizar a nova terra, entre eles o Braz Cubas, que depois se tornou capitão-mor da capitania.

 

    Martim Afonso traz da Ilha da Madeira as primeiras mudas de cana-de-açúcar e incentiva a criação de Engenhos. Na segunda metade do século XVI existiram na Baixada Santista pelo menos seis Engenhos, que podem ser considerados o ponto de partida para a manufatura açucareira de larga escala no Brasil. O mais antigo foi o da Madre de Deus ou Nossa Senhora das Neves, construído em 1532 por Pero de Goés no Enguaguaçu. No ano seguinte, em 1533, dois irmãos Adornos instalam o engenho São João á margem do córrego de São Jerônimo, onde hoje encontramos o centro da cidade de Santos. Em frente a atual ponte-pênsil havia o engenho Jerônimo Leitão, um trapiche, ao contrário dos outros, que funcionavam com o movimento da água, esse era movido a tração animal, construído no Tumiaru, em São Vicente. Em 1534 foi construído o Engenho do Governador ou de São Jorge por Martim Afonso, que escolheu com cuidado o local, foi em um ponto praticamente no centro da ilha, de forma a estimular a ampliação da cultura da cana e a dinamização econômica dos colonizadores. 

 

    Apesar de todo o incentivo para a produção do açúcar, esse não foi o principal interesse dos colonizadores no litoral paulista, o mais importante foi a busca pelo ouro e pela prata. Essa busca serviu também para que a colonização e povoamento das novas terras não ficassem apenas na faixa litorânea e sim para que esta se estendesse pelo sertão, criando novas vilas e assim crescendo a população brasileira. 

 

    Avançam pela Serra do Mar e antes de chegarem a Vila de São Paulo de Piratininga, atual cidade de São Paulo surge o povoado de Santo André da Borda do Campo, que existiu por sete anos na região das cidades de Santo André e São Bernardo do Campo.

 

    Acreditamos que trabalhar com a memória como elemento fundamental na formação da identidade cultural de um povo e no registro de experiências significativas, valorizando e preservando seus pilares, constrói sólidas pontes de relacionamento entre os indivíduos.
    
    A proposta em realizar um registro poético utilizando da imagem e a palavra sobre uma parte de nossa história vai de encontro com o que descrevemos acreditar, e compartilhar com as pessoas esta pesquisa, reforça essa ação.

 

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